GUARDA RESPONSÁVEL

Antes de adotar um animal, lembre-se: ele fará parte de sua vida por muitos anos, independente
das mudanças pelas quais você passe. Ele dependerá de você para protegê-lo, alimentá-lo e cuidar de sua saúde. Assim como nós, humanos, ele sente alegria, tristeza, dor, fome e frio. Como você, ele sofre quando não recebe amor. Siga algumas de nossas dicas que te ajudará a decidir o melhor momento de adotar um animal. Os animais precisam de espaço… Dê ao animal um lar, não uma prisão. Eles precisam de acomodações seguras e compatíveis com a sua espécie e porte. Também não prenda seu amigo em correntes, não o machuque, nunca bata nele, nem mesmo sob o pretexto de educá-lo. Sempre opte pelo adestramento, a socialização e o amor. Animais geram custos financeiros! Seu amiguinho precisa de ração de boa qualidade, cuidados com a higiene e saúde, visitas regulares ao veterinário de confiança para vacinação, desverminação, ou tratamento de eventuais doenças que possam surgir. A higiene do ambiente onde vive o animal também deverá constante, o que evitará a proliferação de pulgas, carrapatos ou moscas. Lembre-se de manter o banho do animal em dia, os pelos cortados, unhas aparadas…

Abandonar um animal não é uma opção: Abandono acontece quando a adoção é consequência de uma decisão impulsiva e gera muito sofrimento e dor aos animais. Por isso é importante saber que um cão ou gato será um compromisso diário, que pode durar entre 10 e 20 anos. Preparem-se, eles fazem muitas travessuras! Seus móveis, carpetes e tudo o que possa ser roído, rasgado ou molhado poderão ser alvos das brincadeiras diárias dos animais. Para evitar surpresas desagradáveis, repense e planeje o ambiente em que o animal ficará e, especialmente no caso de cães, disponha de tempo para passeios e brincadeiras. Acima de tudo, mantenha sempre o SEU bom humor.

Castração é um ato de amor! É boa para o animal, para o responsável e para a comunidade. Evite crias indesejadas e com futuro incerto castrando seu animal. Ele não perderá a sua personalidade, tampouco as capacidades existentes antes da castração como guarda, aptidão para exercícios, etc. Além disso, animais castrados vivem por mais tempo e são mais saudáveis. Em fêmeas, a incidência de tumores uterinos, ovarianos e mamários é reduzida significativamente. Em machos, reduz a incidência de tumores de próstata. E, pensando na saúde pública, evitar novas ninhadas é bom para a comunidade! O poder público gasta recursos financeiros para controlar a superpopulação animal. E, com animais soltos nas ruas, o aumento da crueldade contra os animais em abandono é inevitável. Tudo isso ocorre porque há mais nascimentos de animais do que lares responsáveis que possam abrigá-los. Os animais que vivem em abandono sofrem todo o tipo de maus tratos, muitos deles nascem e morrem nas ruas ou são recolhidos para os centros de controle de zoonoses, onde, por falta de espaço e políticas de bem-estar animal, acabam sendo mortos. Consulte um veterinário sobre o assunto.

MANUAL PARA QUEM ADOTAR UM CÃO

1- Saiba que ele precisa de um tempo para se adaptar ao novo ambiente e rotina, cada cão tem seu tempo, alguns demoram dias outros meses, portanto, controle a SUA ansiedade de já vê-lo abanando o rabo, brincando e interagindo com você e todos da nova família como se conhecessem há anos, e, mesmo que ele faça isto, cuidado, pois isto não significa que já confia em você. Alguns reagem assim, mas a grande maioria ainda é reticente, mesmo um filhote pode ser reticente. Depende da personalidade de cada um.
2- A primeira coisa que você deve colocar no cãozinho recém-chegado é a coleira de pescoço com uma placa de identificação, porque o cãozinho, como disse, estará em processo de adaptação e o que ocorre muito nesta fase são as temidas fugas. Qualquer barulho pode assustá-lo, as pessoas da casa ainda não estão acostumadas a ter um cão e podem abrir um portão na frente dele e ele escapar por entre as pernas, ou ainda, ele pode achar uma brecha que você não imaginava que fosse ter, escalar um muro, etc. Tudo pode acontecer e isto independe da idade do cão. Se você pretende ter um cão, deve preparar sua casa e seu espírito para tal, como averiguar brechas em portões, verificar a necessidade de instalação de telas em muros e janelas. Porém, se mesmo assim acontecer dele escapar e estiver com a coleira de identificação no pescoço, sua localização será mais fácil.
CHIP – não aconselhamos apenas a colocação do chip. Nem sempre a leitura é compatível em todas as clínicas veterinárias e a pior questão é a cultural: a maioria das pessoas desconhece o que é CHIP e quando acha um cachorro nem pensa em levar num veterinário para ver se ele o tem para localizar seus donos. Se puder faça os dois: placa de identificação e chip!
3- Prepare o ambiente, já saiba muito bem as regras da casa para a família e para o novo membro como: onde vai comer, onde quer faça as necessidades, onde vai dormir, se vai ficar sozinho a noite ou não, se vai ficar sozinho de dia ou não. Prepare-se! Você sabendo claramente a sua rotina fica muito mais fácil para passa-la ao cãozinho. Cães sentem-se seguros com rotina, isto o ajudará muito em sua adaptação.
4- Evite enchê-lo de mimos nos primeiros dias para depois retirá-los. Mimos significam comportamentos seus que podem deixá-lo confuso, além de ser injusto. Por exemplo: você não quer que ele durma na cama e nem no quarto, então desde a primeira noite ele deverá dormir no local estabelecido para ele. Nada de “ah, é só por uma noite, pra ele não chorar”. Se ele for chorar “depois” será um choro mais demorado e intenso, por isto, facilite a vida de vocês.
5- Se você trabalha fora, sugiro que já o deixe no primeiro dia algumas horas sozinho e certifique-se que: – terá água suficiente à disposição; – um brinquedo ou um ossinho para se distrair; – não há nada que ele possa destruir ou pegar que seja ruim ou perigoso; – que ele estará perto do local onde fará suas necessidades.
6- Faça várias saídas ao dia aumentando gradualmente o tempo fora, comece com 5 minutos, vá até a esquina e volte, depois saia por 15min, 30min, 40min até 60min.
7- Caso ele não vá dormir no mesmo quarto que você, deixe-o sozinho no local onde deverá ficar a noite, mas faça durante o dia. É um treino, uma simulação da hora de dormir.
8- Fique em casa em outro ambiente, onde ele saiba que você está em casa (simule ir dormir). Se ele chorar, gritar, espernear… o fará durante o dia e à noite já estará acostumado. Nunca vá até ele se estiver chorando. Não dê broncas, não fale. Ignore totalmente (esta é a parte mais difícil). Somente retire-o do local quando já estiver calmo, sem choramingar.
9- Pode brincar um pouco, passear se for o caso, volte e faça a mesma coisa, repita o treino, ele provavelmente vai chorar, mas por menos tempo. Note que esta é uma das reações que ele poderá ter, mas não significa que terá com certeza.
10- Apresentando dois cães: Você já tem um cão e quer adotar outro? Veja algumas dicas: Antes de adotar, veja o quanto seu cão é sociável com outros, na guia, solto em parques ou creches. Perceba-o, observe-o se aceita melhor machos ou fêmeas, cães menores ou maiores, agitados ou calmos, e procure adotar um com as características que melhor condizem com as “preferências” do seu cão; Se o seu cão já é idoso, só faça a adoção se ele estiver bem de saúde e ainda tiver disponibilidade e energia para brincadeiras. Não é aconselhado pegar um filhote e colocar junto de um cão com 12 anos já com sinais de cansaço, isto só irá estressá-lo. Neste caso, dê preferência em adotar um animal adulto. Após a escolha, se possível faça testes antes com os dois antes de inseri-los na mesma casa e rotina. Este teste deve ser feito SEMPRE em ambiente neutro, como num parque, rua, praça. Nunca dentro da sua casa num primeiro encontro.
Como fazer a primeira aproximação: o ideal é fazer numa praça ou parque, em horário mais tranquilo. Sempre em duas pessoas, cada um com um animal; As coleiras devem estar muito bem ajustadas. Se não sentir segurança, use duas coleiras ou guias (não se esqueça das plaquinhas de identificação, os cães devem estar identificados); Cada pessoa deverá estar em uma calçada, ou simular a distância de uma rua entre elas. Caminhem paralelamente; Ao perceber que eles já não se importam com a presença um do outro, aproxime a outra dupla para a mesma calçada, mas ainda mantendo certa distância, andando a frente uns 10 passos mais ou menos. Após um tempo, a dupla que estava atrás deve passar a frente agora, mas sem contato entre os cães por enquanto; Estando ambos calmos, procure andar lado a lado, mas nos seguintes formatos: cachorro-humanocachorro-humano, de forma que sempre tenha um humano entre os cães. Feito isso, e sem nenhum atrito entre os cães, coloque-os ao mesmo lado: humano-cachorro-cachorro-humano e continuem andando; Parem num ponto e permita que se cheirem, com as guias relaxadas; Façam o caminho de volta para a casa, ande mais um pouco na rua e entrem todos na casa juntos e já soltem as guias no chão. Se sentir segurança, solte as guias das coleiras. Fique calmo, postura ereta e neutra, sem falar com os cães durante um período