4.jul.2012

Campanha: Diga NÃO aos fogos de artifício

Por @TatyIzquierdo

O medo dos fogos de artifício é relacionado diretamente ao barulho e a associação entre o estímulo sonoro e outros eventos assustadores, deixando o animal perturbado, arisco e com medo. Os cachorros possuem uma sensibilidade auditiva maior, potencializada em até seis vezes em relação aos humanos, e, por isso, se incomodam tanto com sons altos.

Os cachorros são os mais afetados nessa onda por conta de sua personalidade mais agitada. Gatos também ficam muito incomodados porém, por terem comportamento mais distante, é nos cães que percebemos as alterações imediatas. O nível de incomodo dos animais pode ser bem diferente. Existem os mais corajosos, os que não se incomodam, aqueles que ficam muito medrosos, os que entram em pânico e se machucam e aqueles que procuram abrigo para se esconder.

O ideal nesses dias é que o dono mantenha o animal em um ambiente tranquilo e que, durante o barulho, não repreenda ou castigue o animal. O cachorro ou o gato não entendem o que está acontecendo. Eles simplesmente se assustam e agem em seu instinto natural!

Como ajudar os cachorros em dias de muito barulho:

*Não deixe o animal associar o barulho com medo. Entreter o animal e mostrar que está tudo bem é uma ótima forma de começar a vencer o medo. Pegue brinquedos que ele goste, petiscos, e tente deixá-lo o mais relaxado possível durante a queima de fogos.

*É natural que durante o barulho o cachorro procure o dono, um abrigo, procure colo para se proteger. Se você der ‘colo’, ele vai entender que aquilo é perigoso e vai sempre agir assim. Procure transformar o momento em brincadeira, associando o barulho com prazer, que o comportamento do animal começa a melhorar.

*Analise o local onde o animal ficará durante o barulho e mantenha objetos que possam machucá-lo afastados. A reação do animal é irracional e ele precisa de condições seguras. Se o animal estiver sozinho, o que não é legal, é aconselhável verificar portas e janelas, porque uma das grandes tendências é o cachorro fugir e correr atrás do dono. O correto é não deixar o animal sozinho se ele tiver um histórico de pânico. Ninguém melhor do que o dono para saber o que causa perigos e desconfortos ao seu pet!

Já em casos mais graves, onde o animal corre perigo, é aconselhável que um profissional oriente o dono em como lidar com o trauma. Existem tratamentos, remédios, adestramento. Todo o cuidado é válido para que seu pet fique bem durante o barulho ensurdecedor!

*Com fontes do G1 e do UOL